Um líder não pode motivar seus liderados

Smoking businessman looking at hand-crafted bomb in office

Como consultor aprendi muita coisa interessante, mas o que mais me encantou foi a Teoria da Motivação, de David McClelland. Tanto pela simplicidade quanto pela aplicabilidade, a Teoria mudou meu modo de ver as pessoas e minhas relações.

McClelland identificou três tipos básicos de motivação:

a. Superação: gosto pelo desafio, pela busca de metas;

b. Afiliação: necessidade de dar ou receber apoio atenção;

c. Influência: interesse em exercer poder, impacto sobre pessoas.

Motivação é fonte de energia. É o que nos faz levantar de manhã porque queremos fazer coisas que nos dão prazer. É o combustível que nos impulsiona.

A natureza da nossa motivação, o que nos motiva, é relativamente estável ao longo da vida. É uma “necessidade, um desejo” que nos caracteriza, que mostra quem somos, em qualquer lugar e em qualquer idade.

O que motiva você não necessariamente motiva outras pessoas. O que você faz porque lhe dá prazer não necessariamente é sequer compreendido por outros, como por exemplo, ir atrás de um desafio pessoal que outros não valorizariam, cuidar de relacionamentos pessoais como prioridade, buscar espaços que lhe possibilitem exercer influência, mobilizar pessoas.

Motivação é um estado interior que não pode ser despertado por mágica. Ela acontece quando combustíveis específicos são acessados e ninguém melhor do que a própria pessoa para saber o que ela precisa, em que quantidade e quando.

Entretanto, é possível criar as condições para que as pessoas se motivem. E isso é responsabilidade do líder.

O desafio é construir ambientes onde haja objetivos desafiadores (para pessoas com necessidade de Superação), espaços de compartilhamento (Afiliação) e oportunidades de exposição (Influência).

Voltarei ao tema em outros posts. Ele é muito relevante e impacta nossas escolhas de Estilos de Liderança.