Engenheiros ficam sem emprego, mudam de área e vão até para o Uber

handsome young man relaxing and working on laptop computer at home balcony while looking sunset

Título da matéria que saiu há pouco na Folha de S. Paulo.

A atual crise do setor de engenharia já está sendo comparada com a da década perdida, nos anos 1980. Lembram-se do “engenheiro que virou suco?”. Para quem não é daquele tempo vale um retrospecto. Engenheiro demitido e sem alternativa de emprego resolveu abrir uma lanchonete na Avenida Paulista com o sugestivo nome “Engenheiro que virou suco”. Fazia questão de deixar o diploma na parede e a carteira do CREA colada no vidro do caixa da lanchonete.

Entre 2010 e 2013,  vínhamos com uma demanda de engenheiros muito saudável. Chegamos a ter um crescimento de 60,6% no número de formandos em engenharia civil e mecânica e o número de calouros de engenharia superou, pela primeira vez, o de direito. Mas, desde 2014, o saldo entre engenheiros admitidos e desligados está negativo.

Nesses momentos, que não são raros, temos os engenheiros buscando alternativas em outras funções que, provavelmente, exigirão responsabilidade de liderar times. Aí, mais uma vez, se sobressai o engenheiro preparado para a liderança.

Informação na matéria da Folha: o Brasil tem hoje 754.968 engenheiros ativos.