Líderes em Transição

As Organizações buscam modelos de gestão e de liderança cada vez mais inclusivos, conectivos, responsáveis. A proposta é minimizar a distância de poder entre dirigentes e liderados e flexibilizar estruturas e processos para lidar com maior descontração, frente a incertezas do ambiente e das relações. São demandas universais; o que muda não é o rumo da mudança, mas o ritmo que cada Organização consegue imprimir ao seu processo de transição.

Nesse contexto, os estilos das liderança das empresas, de centralizadores e autoritários em décadas anteriores, transitam para comportamentos cada vez mais participativos, formadores. Nas típicas empresas brasileiras, essa transformação – mesmo difícil – pode ser ainda mais surpreendente.

Continue reading

Estilos de Liderança tem alto impacto no Clima Organizacional

Clima Organizacional é uma variável fortemente impactada pelo modelo de gestão da empresa, ou seja, pelo perfil de estilos praticado pelas suas lideranças.

O diagnóstico de Clima interno aponta os índices de insatisfação que podem estar “minando” os resultados; são os pontos de perda de energia:

  • Percepção de falta de reconhecimento levando a queixas contínuas e pouco compromisso com a organização
  • Descrença quanto ao futuro da empresa levando a pouca disposição para os desafios
  • Distanciamento do poder de decisão levando a baixa auto-estima e pouco empowerment
  • etc

Continue reading

Um líder não pode motivar seus liderados

Como consultor aprendi muita coisa interessante, mas o que mais me encantou foi a Teoria da Motivação, de David McClelland. Tanto pela simplicidade quanto pela aplicabilidade, a Teoria mudou meu modo de ver as pessoas e minhas relações.

McClelland identificou três tipos básicos de motivação:

a. Superação: gosto pelo desafio, pela busca de metas;

b. Afiliação: necessidade de dar ou receber apoio atenção;

c. Influência: interesse em exercer poder, impacto sobre pessoas.

Motivação é fonte de energia. É o que nos faz levantar de manhã porque queremos fazer coisas que nos dão prazer. É o combustível que nos impulsiona.

Continue reading

Coragem não é ausência de medo

Utilizar estrategicamente Estilos de Liderança exige maturidade, autoconhecimento, perseverança e tantas outras competências.

Os grandes líderes mostram-se estrategistas mesmo em situações de crise.

O texto, a seguir, é uma ilustração de liderança estratégica e uma beleza em termos de generosidade. É o uso do Visionário, sem uso de palavra alguma.

O texto foi extraído de “Mandela – suas 8 Lições de Liderança”, de Richard Stengel.

Em 1994, durante a campanha de eleição presidencial, Mandela entrou em um pequeno avião a hélice para voar até os campos de extermínio da província de Natal e fazer um discurso para seus partidários Zulu. Eu concordei em ir ao seu encontro no aeroporto, onde iríamos continuar o nosso trabalho depois de seu discurso.

Continue reading

O que fez o Capitão do navio?

Era noite sem lua e sem vento. Não havia nem mesmo ondas para auxiliar a tripulação a perceber a presença de objetos no mar. É verdade que outros navios que viajavam por ali já haviam enviado alertas sobre gelo nas redondezas. Os avisos foram entregues ao capitão, mas aparentemente ignorados. Diz-se que, quando recebeu o último deles, guardou-o no bolso sem ler. Ainda comentou com um passageiro da primeira classe, onde jantava naquela noite, que aumentaria a velocidade do transatlântico a fim de se livrar logo dos icebergs.

Veterano, em sua última viagem antes de se aposentar, não fez a usual simulação de desastre, tradicionalmente realizada aos domingos depois dos serviços religiosos. Não se sabe por quê.

Continue reading

As pessoas abandonam seus líderes e não as organizações

A sabedoria de flexibilizar Estilos de Liderança

A business woman writing on whiteboard with a highlighter while explaining idea to colleagues

 

Prometi voltar com um post sobre como flexibilizar Estilos. Lembra-se da importância de não se deixar ser carimbado como o cara que só sabe apagar incêndio?

Pois bem! Aqui vai um aprendizado que ajudou muito minha carreira, embora pudesse ter chegado um pouco mais cedo.

Nosso comportamento é regido por dois elementos fundamentais: NÓS mesmos, com nossas crenças, motivações, interesses e características próprias, e a SITUAÇÃO, com todas as suas peculiaridades.

Como tudo na vida, é preciso manter o equilíbrio e trabalhar atendendo a um e a outro, com sabedoria. Ou deixar a situação de lado, em contextos de alta discrepâncias.

Suponhamos que você está trabalhando com foco em uma demanda que a situação apresenta e que está muito distante do que suas características pessoais podem oferecer. O que acha que acontece no curto ou médio prazo?

Veja, por exemplo, o caso de um engenheiro civil, trabalhando em uma grande obra de infraestrutura, em Porto Velho, Roraima.

Por característica pessoal, ele é do tipo reflexivo, analítico. Quer sempre compreender como certos padrões se influenciam mutuamente; não inicia suas atividades enquanto não tiver clareza dos resultados a serem alcançados. Precisar considerar todas as variáveis antes de decidir; investe em um bom planejamento.

Na dinâmica da execução no campo, ele é pressionado para ser mais ágil e prático. Embora traga qualidade às decisões, ele consome mais tempo do que o esperado pelos colegas e chefe, o que gera pressão e problemas de relacionamento.

Com a prática, esse engenheiro pode ganhar mais agilidade, mas pode também se ressentir do stress da cobrança por resultado imediato e ritmo intenso, permanentemente.  Continue reading

Engenheiros ficam sem emprego, mudam de área e vão até para o Uber

handsome young man relaxing and working on laptop computer at home balcony while looking sunset

Título da matéria que saiu há pouco na Folha de S. Paulo.

A atual crise do setor de engenharia já está sendo comparada com a da década perdida, nos anos 1980. Lembram-se do “engenheiro que virou suco?”. Para quem não é daquele tempo vale um retrospecto. Engenheiro demitido e sem alternativa de emprego resolveu abrir uma lanchonete na Avenida Paulista com o sugestivo nome “Engenheiro que virou suco”. Fazia questão de deixar o diploma na parede e a carteira do CREA colada no vidro do caixa da lanchonete.

Entre 2010 e 2013,  vínhamos com uma demanda de engenheiros muito saudável. Chegamos a ter um crescimento de 60,6% no número de formandos em engenharia civil e mecânica e o número de calouros de engenharia superou, pela primeira vez, o de direito. Mas, desde 2014, o saldo entre engenheiros admitidos e desligados está negativo.

Nesses momentos, que não são raros, temos os engenheiros buscando alternativas em outras funções que, provavelmente, exigirão responsabilidade de liderar times. Aí, mais uma vez, se sobressai o engenheiro preparado para a liderança.

Informação na matéria da Folha: o Brasil tem hoje 754.968 engenheiros ativos.

Afinal, o que são Estilos de Liderança?

young architect woman in business suit portrait with yellow hemet and blueprints

Estilos de Liderança são, em última instância, formatos de comunicação com a equipe e mesmo com outros profissionais do contexto da Organização: pares, equipes de interface e até chefes e clientes.

Os formatos de comunicação como diálogos fazem parte da vida e os resultados que se constroem dependem muito da eficácia desses diálogos. Há aqueles que inspiram, outros que limitam as iniciativas, outros que geram resistências ou frustrações.

Por essa razão, os Estilos precisam ser gerenciados estrategicamente. Cada vez mais o engenheiro líder deverá obter resultados extraordinários de pessoas comuns.

Nós normalmente desenvolvemos um repertório restrito de Estilos, repetindo a mesma combinação de comportamentos até quando esses não são apropriados para determinadas finalidades. Frequentemente ignoramos Estilos que poderiam ser mais eficazes em dada situação porque esses não nos são confortáveis.

Quanto mais sucesso com certas condutas, um ciclo de reforço nos impede a repeti-las permanentemente, mesmo já sem a presença do resultado positivo. Nossa força nos limita.  Continue reading