A sabedoria de flexibilizar Estilos de Liderança

A business woman writing on whiteboard with a highlighter while explaining idea to colleagues

 

Prometi voltar com um post sobre como flexibilizar Estilos. Lembra-se da importância de não se deixar ser carimbado como o cara que só sabe apagar incêndio?

Pois bem! Aqui vai um aprendizado que ajudou muito minha carreira, embora pudesse ter chegado um pouco mais cedo.

Nosso comportamento é regido por dois elementos fundamentais: NÓS mesmos, com nossas crenças, motivações, interesses e características próprias, e a SITUAÇÃO, com todas as suas peculiaridades.

Como tudo na vida, é preciso manter o equilíbrio e trabalhar atendendo a um e a outro, com sabedoria. Ou deixar a situação de lado, em contextos de alta discrepâncias.

Suponhamos que você está trabalhando com foco em uma demanda que a situação apresenta e que está muito distante do que suas características pessoais podem oferecer. O que acha que acontece no curto ou médio prazo?

Veja, por exemplo, o caso de um engenheiro civil, trabalhando em uma grande obra de infraestrutura, em Porto Velho, Roraima.

Por característica pessoal, ele é do tipo reflexivo, analítico. Quer sempre compreender como certos padrões se influenciam mutuamente; não inicia suas atividades enquanto não tiver clareza dos resultados a serem alcançados. Precisar considerar todas as variáveis antes de decidir; investe em um bom planejamento.

Na dinâmica da execução no campo, ele é pressionado para ser mais ágil e prático. Embora traga qualidade às decisões, ele consome mais tempo do que o esperado pelos colegas e chefe, o que gera pressão e problemas de relacionamento.

Com a prática, esse engenheiro pode ganhar mais agilidade, mas pode também se ressentir do stress da cobrança por resultado imediato e ritmo intenso, permanentemente.  Continue reading

Engenheiros ficam sem emprego, mudam de área e vão até para o Uber

handsome young man relaxing and working on laptop computer at home balcony while looking sunset

Título da matéria que saiu há pouco na Folha de S. Paulo.

A atual crise do setor de engenharia já está sendo comparada com a da década perdida, nos anos 1980. Lembram-se do “engenheiro que virou suco?”. Para quem não é daquele tempo vale um retrospecto. Engenheiro demitido e sem alternativa de emprego resolveu abrir uma lanchonete na Avenida Paulista com o sugestivo nome “Engenheiro que virou suco”. Fazia questão de deixar o diploma na parede e a carteira do CREA colada no vidro do caixa da lanchonete.

Entre 2010 e 2013,  vínhamos com uma demanda de engenheiros muito saudável. Chegamos a ter um crescimento de 60,6% no número de formandos em engenharia civil e mecânica e o número de calouros de engenharia superou, pela primeira vez, o de direito. Mas, desde 2014, o saldo entre engenheiros admitidos e desligados está negativo.

Nesses momentos, que não são raros, temos os engenheiros buscando alternativas em outras funções que, provavelmente, exigirão responsabilidade de liderar times. Aí, mais uma vez, se sobressai o engenheiro preparado para a liderança.

Informação na matéria da Folha: o Brasil tem hoje 754.968 engenheiros ativos.

O que fazem os engenheiros no Brasil?

Handsome guy looking at palette at workplace

 

As últimas estatísticas revelam que somente 38% dos engenheiros estão trabalhando nas suas ocupações típicas, isto é, entregando o que aprenderam nas universidades. Ou seja, seis em cada dez engenheiros atuam em outras funções, provavelmente muitos com responsabilidade de liderar times.

Dos 600 engenheiros formados todo ano pela Poli (USP), quase metade trabalhará em áreas que, aparentemente, nada tem a ver como que estudaram na faculdade. O mesmo acontece com cerca de 40% dos formandos do ITA.

E a previsão é que estes números continuem a aumentar.

O significado disso é que, de alguma maneira, um bom número de problemas comeu esses formandos vão se defrontar não estarão, necessariamente, relacionados a fatores de ordem técnica, mas às questões de gestão de pessoas e do negócio. Continue reading

Engenheiro: agora você é o líder! Mas, como assim?

Businessman at workplace looking at camera in working environment

 

Sabemos que tanto grandes projetos quanto outros aparentemente pequenos exige um grupo – e grupos exigem líderes. Liderar é uma coisa difícil de fazer – e mais difícil ainda quando você tem pouco preparo a  respeito do tema.

Muitos engenheiros comentam: “Não sou um líder nato; sou um engenheiro. Gerenciar time e relações dá trabalho e as conversas são sempre difíceis”.

Pois é! Mas o fato é que você agora é o líder.

Mas… como assim? Continue reading

O engenheiro na liderança é figura pública e tem impacto

Row of business people listening to presentation at seminar with focus on elegant young man

Qualquer que seja o formato de comportamento de um líder, ele tem impacto positivo (estimula, apoia) ou negativo (intimida, bloqueia). Assim, todo comportamento do líder é uma ação de influência e não é dada a ele a possibilidade de se omitir. A cadeira de liderança é uma cadeira de poder e é responsabilidade do líder antecipar o impacto do seu comportamento e planejar estrategicamente o uso dos seus Estilos de Liderança.

No entanto, há engenheiros que se ausentam da responsabilidade de influenciar e, portanto, de liderar. Várias podem ser as barreiras ao uso de influência. Vejamos algumas que identifiquei nos trabalhos com engenheiros:

  • baixa disposição para assumir riscos (melhor manter-se na zona de conforto);
  • preocupação em não desrespeitar hierarquias e invadir o espaço de outras áreas (pode não ser bem aceito, gerar conflito);
  • interpretação errônea quanto ao conceito de influência (acredita que é manipulação ou desejo de “aparecer”;
  • falta de repertório e/ou de referências para o uso de influência (não sabe como fazer).

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Engenheiros na Liderança

business people group on meeting and presentation  in bright modern office with construction engineer architect and worker looking building model and blueprint planbleprint plans

São muitos!

São presidentes de empresa, diretores, gerentes… Ocupam posições de decisão por terem raciocínio lógico, senso de praticidade, objetividade na leitura de ambiente e orientação para resultado imediato.

É óbvio que essa é uma simplificação das tantas modalidades da Engenharia, da diversidade de padrão das nossas universidades, dos segmentos de atuação dos engenheiros, da cultura de cada empresa e, sem dúvida, do perfil de cada um desses profissionais, em função de características pessoais e históricos de vida.

Mas me permito essa simplificação. Continue reading