O que fez o Capitão do navio?

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Era noite sem lua e sem vento. Não havia nem mesmo ondas para auxiliar a tripulação a perceber a presença de objetos no mar. É verdade que outros navios que viajavam por ali já haviam enviado alertas sobre gelo nas redondezas. Os avisos foram entregues ao capitão, mas aparentemente ignorados. Diz-se que, quando recebeu o último deles, guardou-o no bolso sem ler. Ainda comentou com um passageiro da primeira classe, onde jantava naquela noite, que aumentaria a velocidade do transatlântico a fim de se livrar logo dos icebergs.

Veterano, em sua última viagem antes de se aposentar, não fez a usual simulação de desastre, tradicionalmente realizada aos domingos depois dos serviços religiosos. Não se sabe por quê.

Mais de cem anos após afundar na noite de 14 de abril de 1912, o Titanic ainda é cercado por polêmicas e mistérios. O capitão Edward Smith um dos personagens-chave do naufrágio mais famoso da história, estava ausente como líder.

A este comportamento damos o nome de Laissez-Faire.

Não se trata de delegar; o Estilo Laissez-Faire implica em abandonar; deixar o grupo sem direção, sem liderança.

Muitas podem ser as razões: desmotivação, insegurança, despreparo, falta de tempo etc., gerando sentimento de abandono. Não podemos confundir abandono com o afastamento planejado visando desenvolvimento do time.

O aprendizado sobre os Estilos de Liderança gera nas empresas uma linguagem peculiar para descrever o comportamento dos líderes. A que eu mais gosto é “lesseferando”, isto é, o chefe sumiu! Está ausente, longe da equipe.

Pronto! Gerou esta percepção no grupo, e aí fica difícil reverter a imagem.